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Ikebukuro para ciclistas

06/09/2010

Eu precisava contextualizar Ikebukuro antes de escrever o que eu queria desde o início… Gente, o lugar é ciclista friendly!!! Só aí ganhou 200 pontos comigo, né?!

Pode parecer contraditório que um centro urbano com tanto fluxo de pedestres e tantos edifícios e complexos de serviço e lazer possa acolher bem essa categoria que são os ciclistas, mas olha… Taí a prova viva que é possível agregar tudo com qualidade, organização e sucesso!

A idéia da ida à Ikebukuro era para almoçar, mas como a estação (trem + metrô) é gigantesca, uma informação que a gente sempre tem que saber é qual saída é a mais próxima de onde queremos ir. Acho que a gente não se ligou nisso e ficamos zanzando um tempo, sem saber ao certo para que lado seguir – o que para mim não é problema nenhum… Perdida ou não, estou sempre conhecendo lugar novo!

Tirando a parte de Ikebukuro que é densa, movimentada, que quase dá nos nervos…. Também existe um “universo paralelo” com edifício residenciais e de uso misto (residencial + comercial), vários pet shops pelo caminho, muitas lojinhas, mercado…

Muita gente usa bicicleta como meio de transporte aqui, mas eu nunca vi uma ciclovia propriamente dita. Todo mundo transita junto… Na rua, na calçada… Existe muito respeito e a chave parece ser isso: ciclista toma cuidado com pedestre, motorista toma cuidado com ciclistas… Hierarquias e respeito. Achei muito bacana como toda a sinalização para o compartilhamento de calçada entre pedestres e ciclistas foi feita em Ikebukuro: pavimentação diferenciada (cores e texturas), sinalização horizontal feita com pintura branca, sinalização vertical com totens e braços metálicos deixando claro que o espaço é compartilhado e onde são as áreas de estacionamento, os detalhes da sinalização nos cruzamentos com as ruas…

Mesmo com essa divisão do espaço, na prática, pedestres e ciclistas coexistem na largura da calçada. Não há divisores físicos que impeçam que um “invada” a área do outro… Na verdade, não acredito nem que “invadir” seja o caso… Acho mesmo é que a organização urbana que foi feita através da sinalização colaborou para o início dessa existência simultânea que naturalmente evoluiu para uma aceitação coletiva. Vai saber… Nesse dia eu fui pedestre, num próximo posso ser ciclista… Todo mundo tem que viver em conjunto mesmo!

Deu super saudade do meu trabalho!

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3 Comentários leave one →
  1. Tainá permalink
    06/09/2010 8:09 am

    Aiiiin! Que tudo, hein Alê!
    Realmente, tb acho q é como vc disse: a chave é o respeito. Os brasileiros ainda têm muito a aprender sobre isso. Aqui cada um se sente dono de um pedaço da rua e o “próximo” que se dane… Espero que a nossa geração consiga mudar isso. O Brasil é tudo di bom e tudo mais, mas deixa muito a desejar no quesito respeito ao próximo.
    Alêêêêê!!!!!!!!! Suuuuuuuuper saudadi de vc!!!!!!!!

  2. Andrea permalink
    06/09/2010 12:55 pm

    Alê!
    Que delícia esse lugar. No meu projeto final eu queria ter detalhado melhor que eu pensei nos ciclistas, mas não consegui. Só loquei os bicicletários. Qualquer dia desses fofografo as “ciclovias” da UnB e te passo. É de chorar!
    Em outubro vou pra Paris. Primeira vez que saio do Brasil. Estou ansiosa pra sentir o choque de civilizações. Pena o Japão ainda não ser acessível. Agora que não tem diplô na minha vida vou acompanhar seu blog. Amei sei blog.
    Beijos

  3. 09/09/2010 2:39 pm

    Um bairro realmente amigo de ciclistas, andar de bicicleta é uma atitude bem ecológica pena que no Brasil usar a bicicleta para locomoção seja tão dificil.

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